Acolhimento, orientação e fortalecimento para mulheres que precisam recomeçar. É possível viver sem medo.
Símbolo de força e resistência
Prevenção à violência doméstica e combate ao feminicídio
Fundamentada na Constituição Federal/1988, Lei Maria da Penha (11.340/2006) e Lei do Feminicídio (13.104/2015).
Atividades educativas, palestras, orientação jurídica, psicossocial e encaminhamento para rede de proteção.
Mulheres em situação de violência, vulnerabilidade social, jovens, adolescentes e quem busca recomeço com dignidade.
Promover ações de prevenção, orientação e apoio para reduzir casos e fortalecer a rede de proteção.
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Virgínia Oliveira — Presidente e Fundadora do Projeto Viva Sem Medo.
Sou Virgínia Oliveira, estudante do último semestre do curso de Direito, possuo formação em Coaching com Programação Neurolinguística (PNL), experiência como supervisora de equipes, com destaque na liderança de mulheres. Além disso, sou esposa, mãe de cinco filhas e uma mulher cristã. Acredito no poder de Deus para transformar vidas, mas também sei que a transformação só acontece quando a pessoa decide ser moldada. Fui mãe ainda na adolescência, naquele tempo eu era uma jovem difícil, birrenta, inquieta, muitas vezes incompreendida, mas hoje eu entendo que muito do que eu era vinha das marcas da minha infância. Carreguei dores que ninguém via, e muitas vezes reagi ao mundo da única forma que eu sabia, tentando me defender. Porém Deus Ele não desiste de nós, e foi nesse processo que Ele começou a me reconstruir.
Minha história começou no meio da dor e do medo. Eu era apenas uma criança, e já convivia com o medo dentro da minha própria casa. Nunca vou esquecer a noite em que meu pai, bêbado, tentou matar minha mãe com um facão. Ela correu, tentou fugir, mas ficou presa em um arame farpado. E eu, ainda pequena, assistindo tudo aquilo sem poder fazer nada. Só existia uma pergunta dentro de mim: Até quando isso vai continuar?
Outro momento que nunca saiu da minha memória foi quando minha mãe decidiu fugir. Sem apoio, sem ajuda, sem ninguém. Ela bateu na porta de uma senhora pedindo abrigo. Naquela época, não existia rede de apoio. Passamos o dia na casa dela, e na madrugada, seguimos viagem em um pau de arara, um caminhão aberto, sem proteção. Estávamos sem nada, mas mesmo assim pessoas que também estavam ali dividiram um cobertor com a gente. Era sofrimento, mas também era esperança. E quando finalmente chegamos em Pernambuco, aconteceu algo que marcou minha vida para sempre. Nós dormimos, dormimos tão profundamente que ninguém conseguia nos acordar. Não era um sono qualquer, era um sono de quem pela primeira vez estava em paz, mas a dor ainda não tinha acabado.
Anos depois, eu vivi o que mais temia, dentro do meu casamento. Eu me tornei vítima de violência doméstica, fui agredida muitas vezes, humilhada e ferida. Teve um dia que ele passou uma faca no meu rosto, naquele momento eu achei que era suor, mas quando olhei era sangue, eu quase perdi a vida e mesmo assim eu permanecia no casamento. O porque? Tinha medo, eu acreditava que aquilo ia passar em algum momento. Diversas vezes fui para a igreja machucada, com a boca quebrada, chorando e mesmo assim cultuava. Eu não falava nada, só chorava.
Mas teve um momento que mudou tudo, minha irmã foi me visitar e quando viu minha situação começou a chorar disse algo que nunca mais saiu do meu coração: “Minha irmã… saia dessa vida.” Aquele foi o meu despertar, teve uma noite que eu saí desesperada fugindo dele, batia nas portas, mas ninguém abria. Quando vi que ele estava chegando perto, eu pensei: “Agora eu vou morrer.” Naquele desespero, invadi a casa de uma mulher e pela primeira vez alguém me protegeu. Ali eu entendi que eu precisava sair. Mesmo com medo, mesmo sem saber como seria eu escolhi viver.
Hoje, eu não conto essa história como vítima, conto como sobrevivente. Sou mãe de cinco meninas e luto todos os dias para que elas e nenhuma mulher passe pelo que eu passei. E foi assim que nasceu o PROJETO VIVA SEM MEDO, para dar todo apoio necessário para as mulheres vítimas de violência doméstica, porque eu sei o que é sentir medo, mas hoje eu também sei o que é viver sem ele.
É possível viver sem medo. Eu sou a prova viva disso.
Impacto real na vida de milhares de mulheres em todo Brasil
Mais mulheres com coragem de denunciar, uso dos canais 180 e 190, redução da impunidade.
Autoestima, rompimento de ciclos de violência e independência emocional.
Inserção no mercado de trabalho, cursos profissionalizantes e geração de renda própria.
Comunidades informadas, redução da tolerância à violência, jovens com visão preventiva.
Parcerias com órgãos públicos, atendimento rápido e acompanhamento contínuo.
Diminuição de casos graves, prevenção antes do extremo, proteção de vidas.
Números que mostram nossa força coletiva
Mulheres impactadas
Palestras realizadas
Parceiros ativos
Encaminhamentos jurídicos
Todas nossas atividades e estratégias para garantir o apoio que as mulheres precisam para viver sem medo.
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A Associação Viva Sem Medo reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres, atuando de forma contínua no combate à violência doméstica e ao feminicídio. Todas as atividades são pautadas nos princípios da dignidade da pessoa humana, respeito, ética, sigilo e responsabilidade social.
Fundadora Virgínia Oliveira: “Lutar por uma sociedade mais justa, onde mulheres possam viver com segurança, dignidade e liberdade. Precisamos viver sem medo.”
Disque Denúncia: 180 (Central de Atendimento à Mulher) | Emergência: 190
Atendimento humanizado 24h por dia, 7 dias por semana.